Pesquisa e Inovação - UFLA - Universidade Federal de LavrasUniversidade Federal Lavras localizada entre as principais capitais da região Sudeste do Brasil. São Paulo, Rio de Janeiro, Vitória e Belo Horizonte. Excelente opção para seu futuro. Venha nos conhecer. /noticias/pesquisa2026-06-16T21:07:20-03:00Portal UFLAJoomla! - Open Source Content ManagementTecnologia desenvolvida na 91 permite avaliar madeira em tempo real com uso de inteligência artificial2026-06-15T17:02:26-03:002026-06-15T17:02:26-03:00/noticias/pesquisa/18604-tecnologia-desenvolvida-na-ufla-permite-avaliar-madeira-em-tempo-real-com-uso-de-inteligencia-artificialJanaine Maculan<p><img src="/images/noticias/2026/06_JUN/WhatsApp_Image_2026-06-11_at_164116.jpeg" /></p><p>Avaliar a qualidade da madeira é um processo técnico, demorado e, muitas vezes, restrito aos laboratórios. Pesagens, cortes, uso de reagentes químicos e dias de espera fazem parte da rotina do setor florestal. Uma pesquisa da Universidade Federal de Lavras (UFLA) quer mudar esse cenário ao levar a análise da madeira para o campo, de forma rápida, precisa e sem a necessidade de alterar o material para avaliar. </p>
<p>No estudo, os pesquisadores desenvolveram modelos matemáticos capazes de estimar, em tempo real, propriedades da madeira e de outros produtos florestais, como densidade, teor de umidade e até a identificação de espécies. Essas informações são obtidas a partir de dados gerados por sensores que utilizam a tecnologia de infravermelho próximo (NIR).</p>
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<p><a href="https://ciencia.ufla.br/reportagens/tecnologia-e-inovacao/1123-tecnologia-desenvolvida-na-ufla-permite-avaliar-madeira-em-tempo-real-com-uso-de-inteligencia-artificial" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Acesse a matéria completa no Portal da Ciência UFLA e saiba mais. </a></p><p><img src="/images/noticias/2026/06_JUN/WhatsApp_Image_2026-06-11_at_164116.jpeg" /></p><p>Avaliar a qualidade da madeira é um processo técnico, demorado e, muitas vezes, restrito aos laboratórios. Pesagens, cortes, uso de reagentes químicos e dias de espera fazem parte da rotina do setor florestal. Uma pesquisa da Universidade Federal de Lavras (UFLA) quer mudar esse cenário ao levar a análise da madeira para o campo, de forma rápida, precisa e sem a necessidade de alterar o material para avaliar. </p>
<p>No estudo, os pesquisadores desenvolveram modelos matemáticos capazes de estimar, em tempo real, propriedades da madeira e de outros produtos florestais, como densidade, teor de umidade e até a identificação de espécies. Essas informações são obtidas a partir de dados gerados por sensores que utilizam a tecnologia de infravermelho próximo (NIR).</p>
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<p><a href="https://ciencia.ufla.br/reportagens/tecnologia-e-inovacao/1123-tecnologia-desenvolvida-na-ufla-permite-avaliar-madeira-em-tempo-real-com-uso-de-inteligencia-artificial" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Acesse a matéria completa no Portal da Ciência UFLA e saiba mais. </a></p>IpêTech abre inscrições para programa de mentorias de startups e projetos de inovação2026-06-15T12:09:00-03:002026-06-15T12:09:00-03:00/noticias/pesquisa/18598-ipetech-abre-inscricoes-para-programa-de-mentorias-de-startups-e-projetos-de-inovacaoMayara Mesquita Silva<p><img src="/images/noticias/2026/06_JUN/Parque_Tecnológico_-_Julho_2022_29.JPG" /></p><p>O Parque Científico e Tecnológico dos Ipês (IpêTech) lançou, recentemente, o Programa Mentores do IpêTech. A iniciativa visa a reunir especialistas de diversas áreas do conhecimento para apoiar o desenvolvimento de <em>startups</em>, projetos e empresas vinculadas ao ecossistema de inovação da Universidade Federal de Lavras (UFLA).</p>
<p>Com a criação de uma rede qualificada de mentores, capazes de compartilhar conhecimentos estratégicos, vivências profissionais e experiências de mercado, a proposta busca contribuir para o amadurecimento de novos negócios e fortalecer a conexão entre Universidade, empresas e sociedade.</p>
<p>O programa de mentorias é voltado a empresários, gestores, pesquisadores, professores, investidores e especialistas interessados em contribuir com o desenvolvimento do empreendedorismo inovador. As mentorias poderão ser conduzidas em formato presencial, remoto ou híbrido, permitindo a participação de profissionais de diferentes regiões do País. As modalidades de participação incluem mentorias individuais, <em>workshops</em>, palestras e bancas avaliadoras dos projetos atendidos pelo Parque Tecnológico.</p>
<p>Os candidatos selecionados passarão a integrar a Rede de Mentores do IpêTech. Entre os benefícios oferecidos estão certificação institucional emitida pela UFLA, utilização do selo oficial de Mentor IpêTech, participação em eventos e ações do ecossistema de inovação, além de visibilidade nos canais institucionais do Parque.</p>
<p>As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas em fluxo contínuo, ou seja, sem prazo fixo de encerramento, por meio do site do <a href="https://ipetech.ufla.br/index.php/mentores/">IpêTech</a>. O edital completo e outras informações também estão disponíveis neste link.</p><p><img src="/images/noticias/2026/06_JUN/Parque_Tecnológico_-_Julho_2022_29.JPG" /></p><p>O Parque Científico e Tecnológico dos Ipês (IpêTech) lançou, recentemente, o Programa Mentores do IpêTech. A iniciativa visa a reunir especialistas de diversas áreas do conhecimento para apoiar o desenvolvimento de <em>startups</em>, projetos e empresas vinculadas ao ecossistema de inovação da Universidade Federal de Lavras (UFLA).</p>
<p>Com a criação de uma rede qualificada de mentores, capazes de compartilhar conhecimentos estratégicos, vivências profissionais e experiências de mercado, a proposta busca contribuir para o amadurecimento de novos negócios e fortalecer a conexão entre Universidade, empresas e sociedade.</p>
<p>O programa de mentorias é voltado a empresários, gestores, pesquisadores, professores, investidores e especialistas interessados em contribuir com o desenvolvimento do empreendedorismo inovador. As mentorias poderão ser conduzidas em formato presencial, remoto ou híbrido, permitindo a participação de profissionais de diferentes regiões do País. As modalidades de participação incluem mentorias individuais, <em>workshops</em>, palestras e bancas avaliadoras dos projetos atendidos pelo Parque Tecnológico.</p>
<p>Os candidatos selecionados passarão a integrar a Rede de Mentores do IpêTech. Entre os benefícios oferecidos estão certificação institucional emitida pela UFLA, utilização do selo oficial de Mentor IpêTech, participação em eventos e ações do ecossistema de inovação, além de visibilidade nos canais institucionais do Parque.</p>
<p>As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas em fluxo contínuo, ou seja, sem prazo fixo de encerramento, por meio do site do <a href="https://ipetech.ufla.br/index.php/mentores/">IpêTech</a>. O edital completo e outras informações também estão disponíveis neste link.</p>IpêTech/UFLA promove capacitação gratuita para interessados no Programa Centelha 32026-06-03T19:44:57-03:002026-06-03T19:44:57-03:00/noticias/pesquisa/18571-ipetech-ufla-promove-capacitacao-gratuita-para-interessados-no-programa-centelha-3Claudinei Rezende<p><img src="/images/noticias/2026/06_JUN/WhatsApp_Image_2026-06-02_at_14.22.22.jpeg" /></p><p>Pesquisadores, estudantes, professores, empreendedores e demais interessados em inovação terão a oportunidade de participar de uma série de capacitações gratuitas promovidas pelo Parque Tecnológico da Universidade Federal de Lavras (IpêTech/UFLA). A iniciativa tem como objetivo apoiar a elaboração e a submissão de propostas ao Programa Centelha 3.</p>
<p>A ação busca auxiliar os participantes na transformação de pesquisas, tecnologias e ideias inovadoras em projetos mais competitivos para o programa. O primeiro encontro será realizado em 17/6, de forma on-line. Podem participar pessoas residentes em Minas Gerais que possuam uma ideia, tecnologia ou solução inovadora e desejem transformá-la em um negócio de base tecnológica. As inscrições podem ser feitas por meio de <a href="https://four-jelly-e66.notion.site/de70db8766624580a6441c33f7491da8">formulário eletrônico</a>.</p>
<p>O Programa Centelha 3 oferece recursos não reembolsáveis para o desenvolvimento de empreendimentos inovadores. Nesta edição, serão selecionados 25 projetos em Minas Gerais, com apoio de até R$ 96 mil por proposta aprovada, além da possibilidade de concessão de bolsas complementares às equipes executoras.</p>
<p>Para ampliar a participação da comunidade universitária e regional, o IpêTech/UFLA estruturou a trilha de apoio, que será composta por três encontros virtuais. A programação inclui orientações sobre o edital, capacitações voltadas à elaboração das propostas, uso de ferramentas de inteligência artificial e avaliação prévia dos projetos submetidos pelos participantes.</p>
<p>A iniciativa é especialmente voltada a pesquisadores, grupos de pesquisa, estudantes de graduação e pós-graduação e equipes que já desenvolvem soluções com potencial de mercado. O prazo para <a href="https://fapemig.br/oportunidades/chamadas-e-editais/programa-centelha-3-programa-nacional-de-apoio-a-geracao-de-empreendimentos-inovadores">submissão de propostas ao Programa Centelha 3</a> segue até o dia 15/7, às 18h.</p><p><img src="/images/noticias/2026/06_JUN/WhatsApp_Image_2026-06-02_at_14.22.22.jpeg" /></p><p>Pesquisadores, estudantes, professores, empreendedores e demais interessados em inovação terão a oportunidade de participar de uma série de capacitações gratuitas promovidas pelo Parque Tecnológico da Universidade Federal de Lavras (IpêTech/UFLA). A iniciativa tem como objetivo apoiar a elaboração e a submissão de propostas ao Programa Centelha 3.</p>
<p>A ação busca auxiliar os participantes na transformação de pesquisas, tecnologias e ideias inovadoras em projetos mais competitivos para o programa. O primeiro encontro será realizado em 17/6, de forma on-line. Podem participar pessoas residentes em Minas Gerais que possuam uma ideia, tecnologia ou solução inovadora e desejem transformá-la em um negócio de base tecnológica. As inscrições podem ser feitas por meio de <a href="https://four-jelly-e66.notion.site/de70db8766624580a6441c33f7491da8">formulário eletrônico</a>.</p>
<p>O Programa Centelha 3 oferece recursos não reembolsáveis para o desenvolvimento de empreendimentos inovadores. Nesta edição, serão selecionados 25 projetos em Minas Gerais, com apoio de até R$ 96 mil por proposta aprovada, além da possibilidade de concessão de bolsas complementares às equipes executoras.</p>
<p>Para ampliar a participação da comunidade universitária e regional, o IpêTech/UFLA estruturou a trilha de apoio, que será composta por três encontros virtuais. A programação inclui orientações sobre o edital, capacitações voltadas à elaboração das propostas, uso de ferramentas de inteligência artificial e avaliação prévia dos projetos submetidos pelos participantes.</p>
<p>A iniciativa é especialmente voltada a pesquisadores, grupos de pesquisa, estudantes de graduação e pós-graduação e equipes que já desenvolvem soluções com potencial de mercado. O prazo para <a href="https://fapemig.br/oportunidades/chamadas-e-editais/programa-centelha-3-programa-nacional-de-apoio-a-geracao-de-empreendimentos-inovadores">submissão de propostas ao Programa Centelha 3</a> segue até o dia 15/7, às 18h.</p>Professor da 91 integra equipe responsável pela nova Classificação Oficial Brasileira do Café2026-06-03T11:50:23-03:002026-06-03T11:50:23-03:00/noticias/pesquisa/18563-professor-da-ufla-integra-revisao-da-classificacao-oficial-brasileira-do-cafe-cobCibele Aguiar<p><img src="/images/noticias/2026/06_JUN/Arte_de_noticia_do_site.jpg.jpeg" /></p><p>A Universidade Federal de Lavras (UFLA), referência nacional em pesquisa cafeeira, participa de uma das mais importantes atualizações regulatórias do setor nas últimas décadas. O professor do Departamento de Engenharia Agrícola, Flávio Meira Borém, integra o grupo técnico constituído pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para a revisão da Classificação Oficial Brasileira do Café (COB), processo que busca modernizar o sistema oficial de classificação do café em grão cru no Brasil.</p>
<p>A revisão completa 10 anos de estudos e análises, reunindo auditores fiscais federais agropecuários, especialistas, pesquisadores e representantes da cadeia produtiva na construção de uma proposta técnica participativa. Uma das mudanças conceituais mais significativas é que a Nova COB deixa de ser um sistema centrado exclusivamente na identificação de defeitos e passa também a considerar atributos positivos da bebida.</p>
<p>Segundo o professor Borém, “a Classificação Oficial Brasileira do Café está passando pela mais importante revisão técnica e regulatória das últimas décadas”, movimento necessário diante das transformações vividas pela cafeicultura nacional. “A proposta busca atualizar o modelo atualmente regido pela Instrução Normativa nº 8, de 2003, que, embora tenha desempenhado papel importante na organização do setor, já não representa plenamente as demandas contemporâneas da produção, da indústria, do comércio, da pesquisa, dos mercados internacionais e dos consumidores”, pontua o professor. </p>
<p>Para Elton Massarollo, auditor fiscal federal agropecuário e coordenador do Grupo de Trabalho, a proposta foi construída a partir de uma ampla base técnica e científica. “Os trabalhos para atualização da COB foram conduzidos com rigor técnico e visão estratégica, consolidando as evoluções da cadeia cafeeira, para assim promover a identidade, a qualidade e competitividade dos cafés nacionais. Pela sua relevância na temática do café, cabe ao Brasil ser propositivo”. </p>
<p><strong>Nova lógica classificatória</strong></p>
<p><img style="margin: 10px 0px 10px 10px; float: right;" src="/images/noticias/2026/06_JUN/borem-mão.JPG" alt="borem mão" width="350" height="229" />Entre os principais avanços apresentados está a simplificação estrutural do sistema. A nova lógica substitui os seis níveis da normativa atual por uma organização baseada em grupo, tipo e categoria. A proposta também altera a forma de avaliação física, substituindo a equivalência de defeitos pela avaliação percentual em massa, o que amplia a objetividade técnica da classificação. </p>
<p>A proposta estabelece um protocolo sensorial unificado, ampliando a padronização técnica da avaliação e contemplando a diversidade dos cafés produzidos no Brasil. Também prevê a introdução de um sistema de avaliação sensorial descritiva e afetiva da bebida, organizado em cinco categorias em escala de 0 a 100 pontos. A proposta incorpora ainda critérios de rastreabilidade e rotulagem, incluídos pela primeira vez na classificação oficial.</p>
<p>Borém destaca que a proposta representa mais do que uma atualização operacional. “Mais do que uma atualização normativa, a Nova COB propõe uma nova lógica de classificação desenvolvida especificamente para a realidade do café brasileiro. A metodologia de avaliação física e sensorial proposta não possui paralelos no mundo e foi concebida para contemplar toda a diversidade dos cafés produzidos no Brasil.”</p>
<p><strong>Base científica e impacto para o setor</strong></p>
<p>A construção da proposta foi sustentada por um conjunto robusto de evidências técnicas, incluindo a avaliação de 461 amostras de café provenientes dos principais Estados produtores brasileiros, complementadas por estudos estatísticos conduzidos pela UFLA e consultas multissetoriais.</p>
<p>Segundo Borém, a iniciativa busca construir “uma linguagem técnica mais moderna, transparente, objetiva e coerente com a diversidade, a complexidade e a qualidade do café brasileiro contemporâneo”. Ele explica que a proposta representa avanço relevante para produtores, cooperativas, exportadores, indústria, classificadores, pesquisadores, comerciantes e consumidores, ao ampliar a transparência, a padronização técnica e a segurança nos processos de comercialização e fiscalização.</p>
<p><strong>Próximas etapas</strong></p>
<p>A proposta normativa seguirá os procedimentos regulatórios previstos pelo Mapa, incluindo mecanismos formais de participação social. O processo garantirá transparência e ampla oportunidade de contribuição dos diferentes segmentos envolvidos na construção do novo padrão oficial.</p>
<p>Na UFLA, os estudos terão continuidade com novas etapas de validação científica. Segundo o professor Flávio Meira Borém, os trabalhos avançam agora com a participação da professora Ana Carla Marques Pinheiro, do Departamento de Ciências dos Alimentos (DCA), que atuará na validação da metodologia sensorial proposta para a Nova COB. Além disso, juntos, farão um protocolo de treinamento para o uso da nova classificação. </p>
<p>Para o professor, o avanço acompanha a evolução da cafeicultura nacional. “O café brasileiro mudou profundamente nas últimas décadas. A Nova COB representa um passo importante para que o sistema oficial de classificação acompanhe essa evolução e continue contribuindo para a valorização, a identidade e a competitividade dos cafés do Brasil.”</p>
<p><img style="margin-right: 5px;" src="/images/noticias/2026/06_JUN/borem-grupo.png" alt="borem grupo" width="100%" /></p>
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<p> </p><p><img src="/images/noticias/2026/06_JUN/Arte_de_noticia_do_site.jpg.jpeg" /></p><p>A Universidade Federal de Lavras (UFLA), referência nacional em pesquisa cafeeira, participa de uma das mais importantes atualizações regulatórias do setor nas últimas décadas. O professor do Departamento de Engenharia Agrícola, Flávio Meira Borém, integra o grupo técnico constituído pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para a revisão da Classificação Oficial Brasileira do Café (COB), processo que busca modernizar o sistema oficial de classificação do café em grão cru no Brasil.</p>
<p>A revisão completa 10 anos de estudos e análises, reunindo auditores fiscais federais agropecuários, especialistas, pesquisadores e representantes da cadeia produtiva na construção de uma proposta técnica participativa. Uma das mudanças conceituais mais significativas é que a Nova COB deixa de ser um sistema centrado exclusivamente na identificação de defeitos e passa também a considerar atributos positivos da bebida.</p>
<p>Segundo o professor Borém, “a Classificação Oficial Brasileira do Café está passando pela mais importante revisão técnica e regulatória das últimas décadas”, movimento necessário diante das transformações vividas pela cafeicultura nacional. “A proposta busca atualizar o modelo atualmente regido pela Instrução Normativa nº 8, de 2003, que, embora tenha desempenhado papel importante na organização do setor, já não representa plenamente as demandas contemporâneas da produção, da indústria, do comércio, da pesquisa, dos mercados internacionais e dos consumidores”, pontua o professor. </p>
<p>Para Elton Massarollo, auditor fiscal federal agropecuário e coordenador do Grupo de Trabalho, a proposta foi construída a partir de uma ampla base técnica e científica. “Os trabalhos para atualização da COB foram conduzidos com rigor técnico e visão estratégica, consolidando as evoluções da cadeia cafeeira, para assim promover a identidade, a qualidade e competitividade dos cafés nacionais. Pela sua relevância na temática do café, cabe ao Brasil ser propositivo”. </p>
<p><strong>Nova lógica classificatória</strong></p>
<p><img style="margin: 10px 0px 10px 10px; float: right;" src="/images/noticias/2026/06_JUN/borem-mão.JPG" alt="borem mão" width="350" height="229" />Entre os principais avanços apresentados está a simplificação estrutural do sistema. A nova lógica substitui os seis níveis da normativa atual por uma organização baseada em grupo, tipo e categoria. A proposta também altera a forma de avaliação física, substituindo a equivalência de defeitos pela avaliação percentual em massa, o que amplia a objetividade técnica da classificação. </p>
<p>A proposta estabelece um protocolo sensorial unificado, ampliando a padronização técnica da avaliação e contemplando a diversidade dos cafés produzidos no Brasil. Também prevê a introdução de um sistema de avaliação sensorial descritiva e afetiva da bebida, organizado em cinco categorias em escala de 0 a 100 pontos. A proposta incorpora ainda critérios de rastreabilidade e rotulagem, incluídos pela primeira vez na classificação oficial.</p>
<p>Borém destaca que a proposta representa mais do que uma atualização operacional. “Mais do que uma atualização normativa, a Nova COB propõe uma nova lógica de classificação desenvolvida especificamente para a realidade do café brasileiro. A metodologia de avaliação física e sensorial proposta não possui paralelos no mundo e foi concebida para contemplar toda a diversidade dos cafés produzidos no Brasil.”</p>
<p><strong>Base científica e impacto para o setor</strong></p>
<p>A construção da proposta foi sustentada por um conjunto robusto de evidências técnicas, incluindo a avaliação de 461 amostras de café provenientes dos principais Estados produtores brasileiros, complementadas por estudos estatísticos conduzidos pela UFLA e consultas multissetoriais.</p>
<p>Segundo Borém, a iniciativa busca construir “uma linguagem técnica mais moderna, transparente, objetiva e coerente com a diversidade, a complexidade e a qualidade do café brasileiro contemporâneo”. Ele explica que a proposta representa avanço relevante para produtores, cooperativas, exportadores, indústria, classificadores, pesquisadores, comerciantes e consumidores, ao ampliar a transparência, a padronização técnica e a segurança nos processos de comercialização e fiscalização.</p>
<p><strong>Próximas etapas</strong></p>
<p>A proposta normativa seguirá os procedimentos regulatórios previstos pelo Mapa, incluindo mecanismos formais de participação social. O processo garantirá transparência e ampla oportunidade de contribuição dos diferentes segmentos envolvidos na construção do novo padrão oficial.</p>
<p>Na UFLA, os estudos terão continuidade com novas etapas de validação científica. Segundo o professor Flávio Meira Borém, os trabalhos avançam agora com a participação da professora Ana Carla Marques Pinheiro, do Departamento de Ciências dos Alimentos (DCA), que atuará na validação da metodologia sensorial proposta para a Nova COB. Além disso, juntos, farão um protocolo de treinamento para o uso da nova classificação. </p>
<p>Para o professor, o avanço acompanha a evolução da cafeicultura nacional. “O café brasileiro mudou profundamente nas últimas décadas. A Nova COB representa um passo importante para que o sistema oficial de classificação acompanhe essa evolução e continue contribuindo para a valorização, a identidade e a competitividade dos cafés do Brasil.”</p>
<p><img style="margin-right: 5px;" src="/images/noticias/2026/06_JUN/borem-grupo.png" alt="borem grupo" width="100%" /></p>
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<p> </p>Microplásticos se acumulam há mais de 20 anos em peixes de rios de Minas, revela estudo da 912026-05-21T19:07:37-03:002026-05-21T19:07:37-03:00/noticias/pesquisa/18524-microplasticos-se-acumulam-ha-mais-de-20-anos-em-peixes-de-rios-de-minas-revela-estudo-da-uflaJanaine Maculan<p><img src="/images/noticias/2026/05_MAI/Imagem_corte_9.jpeg" /></p><p>Peixes da bacia do Rio das Velhas, um dos principais afluentes do Rio São Francisco, acumulam microplásticos há pelo menos duas décadas, segundo pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de Lavras (UFLA). O estudo analisou amostras coletadas desde 1999 e identificou que a presença dessas partículas varia conforme o grau de urbanização e o uso do solo ao redor dos rios.</p>
<p>Os microplásticos fragmentos com menos de cinco milímetros já estão incorporados ao ambiente aquático e aos organismos que vivem nesses ecossistemas. A pesquisa utilizou uma base considerada rara: peixes preservados ao longo de mais de 20 anos, originalmente coletados para outros estudos e agora reavaliados sob a perspectiva da contaminação plástica.</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p><a href="https://ciencia.ufla.br/reportagens/meio-ambiente/1122-microplasticos-se-acumulam-ha-mais-de-20-anos-em-peixes-de-rios-de-minas-revela-estudo-da-ufla">Acesse a matéria completa no Portal da Ciência UFLA e saiba mais.</a></p>
<p> </p><p><img src="/images/noticias/2026/05_MAI/Imagem_corte_9.jpeg" /></p><p>Peixes da bacia do Rio das Velhas, um dos principais afluentes do Rio São Francisco, acumulam microplásticos há pelo menos duas décadas, segundo pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de Lavras (UFLA). O estudo analisou amostras coletadas desde 1999 e identificou que a presença dessas partículas varia conforme o grau de urbanização e o uso do solo ao redor dos rios.</p>
<p>Os microplásticos fragmentos com menos de cinco milímetros já estão incorporados ao ambiente aquático e aos organismos que vivem nesses ecossistemas. A pesquisa utilizou uma base considerada rara: peixes preservados ao longo de mais de 20 anos, originalmente coletados para outros estudos e agora reavaliados sob a perspectiva da contaminação plástica.</p>
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<p><a href="https://ciencia.ufla.br/reportagens/meio-ambiente/1122-microplasticos-se-acumulam-ha-mais-de-20-anos-em-peixes-de-rios-de-minas-revela-estudo-da-ufla">Acesse a matéria completa no Portal da Ciência UFLA e saiba mais.</a></p>
<p> </p>El Niño pode atrasar chuvas e reduzir produtividade em Minas, alertam pesquisadores da 912026-05-20T16:55:13-03:002026-05-20T16:55:13-03:00/noticias/pesquisa/18523-el-nino-pode-atrasar-chuvas-e-reduzir-produtividade-em-minas-alertam-pesquisadores-da-uflaCamila Caetano<p><img src="/images/noticias/2026/05_MAI/pexels-lucaspezeta-7196873.jpg" /></p><p>A possível ocorrência de um El Niño de forte intensidade a partir do segundo semestre de 2026 tem acendido um alerta no setor agrícola. Segundo projeções climáticas, o fenômeno pode provocar atrasos no início das chuvas e aumentar a irregularidade climática em Minas Gerais, com reflexos diretos na produtividade das principais culturas e impactos já no ciclo 2026/2027.</p>
<p>Na Universidade Federal de Lavras (UFLA), os pesquisadores Felipe Schwerz e Gilberto Coelho alertam que os efeitos não devem se resumir à falta de chuva, mas principalmente à irregularidade climática. Schwerz explica que o fenômeno pode provocar atraso no início do período chuvoso, além de má distribuição das precipitações ao longo do ciclo das culturas. Coelho reforça que “o momento não é de maximizar produtividade, e sim de minimizar riscos”.</p>
<p>Caso o fenômeno se confirme com intensidade elevada, Minas Gerais pode enfrentar frequentes ondas de calor durante o inverno e atraso no início do período chuvoso, normalmente esperado na primavera, além de veranicos — intervalos secos em momentos críticos do desenvolvimento das lavouras. Também há previsão de maior concentração de chuvas no verão.</p>
<p>Esse conjunto de fatores tende a impactar diferentes culturas agrícolas. Café, milho, soja, cana-de-açúcar e até as pastagens estão entre as culturas que podem ser afetadas. "Estudos conduzidos na Universidade indicam que, com base em eventos anteriores de El Niño muito forte, há expectativa de queda significativa na produtividade agrícola", destaca Coelho.</p>
<p>Esse cenário pode gerar efeitos em cadeia, como aumento do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e encarecimento da cesta básica, além de reduzir a rentabilidade do produtor rural. "Diante desse contexto, o foco do setor deve mudar. Em vez de buscar máxima produtividade, o momento exige estratégias voltadas à redução de riscos. Para pequenos produtores, a orientação é priorizar práticas de baixo custo e alto impacto", explica Coelho.</p>
<p>Os pesquisadores orientam a fazer o uso de plantio direto, manutenção de cobertura morta na superfície do solo para aumento da disponibilidade de água no solo, escolha de cultivares tolerantes ao déficit hídrico e acompanhamento constante de boletins meteorológicos para escolha do momento adequado para plantio e planejamento da colheita. O uso racional da irrigação, quando disponível, e a aplicação de tecnologias como bioestimulantes também podem contribuir para mitigar os efeitos do calor e da seca.</p>
<p>Coelho ressalta que a UFLA também tem investido no desenvolvimento de soluções voltadas à resiliência climática. Entre as iniciativas estão pesquisas com cultivares adaptadas, monitoramento do vigor vegetativo via sensores e estudos sobre manejo edáfico e hídrico voltados à melhoria das propriedades físico-hídricas do solo.</p><p><img src="/images/noticias/2026/05_MAI/pexels-lucaspezeta-7196873.jpg" /></p><p>A possível ocorrência de um El Niño de forte intensidade a partir do segundo semestre de 2026 tem acendido um alerta no setor agrícola. Segundo projeções climáticas, o fenômeno pode provocar atrasos no início das chuvas e aumentar a irregularidade climática em Minas Gerais, com reflexos diretos na produtividade das principais culturas e impactos já no ciclo 2026/2027.</p>
<p>Na Universidade Federal de Lavras (UFLA), os pesquisadores Felipe Schwerz e Gilberto Coelho alertam que os efeitos não devem se resumir à falta de chuva, mas principalmente à irregularidade climática. Schwerz explica que o fenômeno pode provocar atraso no início do período chuvoso, além de má distribuição das precipitações ao longo do ciclo das culturas. Coelho reforça que “o momento não é de maximizar produtividade, e sim de minimizar riscos”.</p>
<p>Caso o fenômeno se confirme com intensidade elevada, Minas Gerais pode enfrentar frequentes ondas de calor durante o inverno e atraso no início do período chuvoso, normalmente esperado na primavera, além de veranicos — intervalos secos em momentos críticos do desenvolvimento das lavouras. Também há previsão de maior concentração de chuvas no verão.</p>
<p>Esse conjunto de fatores tende a impactar diferentes culturas agrícolas. Café, milho, soja, cana-de-açúcar e até as pastagens estão entre as culturas que podem ser afetadas. "Estudos conduzidos na Universidade indicam que, com base em eventos anteriores de El Niño muito forte, há expectativa de queda significativa na produtividade agrícola", destaca Coelho.</p>
<p>Esse cenário pode gerar efeitos em cadeia, como aumento do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e encarecimento da cesta básica, além de reduzir a rentabilidade do produtor rural. "Diante desse contexto, o foco do setor deve mudar. Em vez de buscar máxima produtividade, o momento exige estratégias voltadas à redução de riscos. Para pequenos produtores, a orientação é priorizar práticas de baixo custo e alto impacto", explica Coelho.</p>
<p>Os pesquisadores orientam a fazer o uso de plantio direto, manutenção de cobertura morta na superfície do solo para aumento da disponibilidade de água no solo, escolha de cultivares tolerantes ao déficit hídrico e acompanhamento constante de boletins meteorológicos para escolha do momento adequado para plantio e planejamento da colheita. O uso racional da irrigação, quando disponível, e a aplicação de tecnologias como bioestimulantes também podem contribuir para mitigar os efeitos do calor e da seca.</p>
<p>Coelho ressalta que a UFLA também tem investido no desenvolvimento de soluções voltadas à resiliência climática. Entre as iniciativas estão pesquisas com cultivares adaptadas, monitoramento do vigor vegetativo via sensores e estudos sobre manejo edáfico e hídrico voltados à melhoria das propriedades físico-hídricas do solo.</p>Pesquisa da 91 destaca o papel da biblioteca escolar na formação literária, crítica e socioemocional2026-05-07T19:52:45-03:002026-05-07T19:52:45-03:00/noticias/pesquisa/18485-pesquisa-da-ufla-destaca-o-papel-da-biblioteca-escolar-na-formacao-literaria-critica-e-socioemocionalClaudinei Rezende<p><img src="/images/noticias/2026/05_MAI/biblioteca.jpg" /></p><p>Um estudo desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Lavras (PPGE/UFLA) indica que a biblioteca escolar pode ter um papel decisivo na formação de leitores críticos, sensíveis e autônomos, quando integrada ao cotidiano das aulas. A pesquisa analisou práticas de leitura em uma turma do 5º ano do ensino fundamental, em uma escola pública do sul de Minas Gerais.</p>
<p>Os resultados indicam que, quando incorporada à rotina escolar, a biblioteca deixa de ser apenas um espaço de apoio e se transforma em um ambiente ativo de aprendizagem, estimulando o interesse pela leitura literária e fortalecendo o vínculo das crianças com os livros.</p>
<p><a href="https://ciencia.ufla.br/reportagens/educacao/1121-pesquisa-da-ufla-destaca-o-papel-da-biblioteca-escolar-na-formacao-literaria-critica-e-socioemocional">Acesse a matéria completa no Portal da Ciência UFLA e saiba mais.</a></p><p><img src="/images/noticias/2026/05_MAI/biblioteca.jpg" /></p><p>Um estudo desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Lavras (PPGE/UFLA) indica que a biblioteca escolar pode ter um papel decisivo na formação de leitores críticos, sensíveis e autônomos, quando integrada ao cotidiano das aulas. A pesquisa analisou práticas de leitura em uma turma do 5º ano do ensino fundamental, em uma escola pública do sul de Minas Gerais.</p>
<p>Os resultados indicam que, quando incorporada à rotina escolar, a biblioteca deixa de ser apenas um espaço de apoio e se transforma em um ambiente ativo de aprendizagem, estimulando o interesse pela leitura literária e fortalecendo o vínculo das crianças com os livros.</p>
<p><a href="https://ciencia.ufla.br/reportagens/educacao/1121-pesquisa-da-ufla-destaca-o-papel-da-biblioteca-escolar-na-formacao-literaria-critica-e-socioemocional">Acesse a matéria completa no Portal da Ciência UFLA e saiba mais.</a></p>Parceria entre UFLA e UFV resulta em obra que integra conceitos e aplicações em Ciência do Solo2026-04-28T15:06:37-03:002026-04-28T15:06:37-03:00/noticias/pesquisa/18466-parceria-entre-ufla-e-ufv-resulta-em-obra-que-sistematiza-e-democratiza-o-conhecimento-em-ciencia-do-soloCibele Aguiar<p><img src="/images/noticias/2026/04_ABR/Elucidário-capa1.JPG" /></p><p>A sistematização de conceitos e a organização do conhecimento científico em linguagem acessível ganham um novo marco com a publicação do Elucidário de Termos e Expressões em Ciências do Solo e do Ambiente. A obra é coordenada pelo professor Mauro Resende, da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e pelo professor Nilton Curi, da Universidade Federal de Lavras (UFLA), reunindo mais de cinco décadas de reflexões, registros e contribuições no campo da Pedologia e áreas correlatas.</p>
<p>O trabalho tem origem nas anotações desenvolvidas por Mauro Resende desde a década de 1970, quando passou a registrar, de forma sistemática, suas observações sobre a relação entre solo, paisagem e ambiente. Ao longo de sua trajetória como docente e pesquisador, estruturou conceitos e esquematizações que articulam dimensões produtivas e conservacionistas, contribuindo para uma compreensão integrada dos sistemas naturais.</p>
<p>A partir de 2022, o professor Nilton Curi passou a atuar diretamente na organização do material, contribuindo para a sistematização dos conteúdos e sua transformação em um texto estruturado. Diante da extensão e da complexidade do acervo, foi constituída uma equipe multidisciplinar formada por doutores em Ciência do Solo, composta pelos próprios coordenadores e por professores e pesquisadores que são ou passaram pela UFLA: Aline Oliveira Silva, Adélia Aziz Alexandre Pozza, Anita Fernanda dos Santos Teixeira, Lucas Benedet, Mílson Evaldo Serafim, Renata Andrade Reis, Samara Martins Barbosa, Marcelo Mancini e Sérvulo Batista de Rezende (<em>in memoriam</em>).</p>
<p><img style="margin: 10px 10px 10px 0px; float: left;" src="/images/noticias/2026/04_ABR/nilton-curi.JPG" alt="nilton curi" width="239" height="361" />Ao longo de sua trajetória, o professor Nilton Curi consolidou-se como uma referência nacional na área de Ciência do Solo. Docente da 91 desde a década de 1970, onde atuou como professor titular, recebeu o título de professor emérito, mantendo-se como colaborador voluntário da Instituição. Sua atuação reúne décadas de contribuição ao ensino, à pesquisa e à formação de recursos humanos, com destaque para estudos em Pedologia e na interface entre solo e ambiente. O pesquisador também figura em rankings internacionais que reúnem cientistas mais influentes do mundo, evidenciando o impacto de sua produção científica.</p>
<p><strong>Trabalho colaborativo</strong></p>
<p>Na área da Pedologia, campo que investiga a formação, classificação e distribuição dos solos, o desenvolvimento conceitual ocupa papel central. Nesse contexto, o Elucidário se apresenta como uma ferramenta que busca não apenas definir termos, mas também ampliar a compreensão sobre a aplicação desses conceitos em uma perspectiva abrangente e interdisciplinar.</p>
<p>O processo de revisão envolveu mais de três anos de trabalho coletivo, com reuniões presenciais e remotas, além de atividades síncronas e assíncronas. O resultado é uma obra com mais de mil páginas, que reúne um amplo repertório de termos, expressões técnicas e definições consolidadas, refletindo a complexidade da ciência do solo e sua interface com as ciências ambientais.</p>
<p>Além da sistematização terminológica, o conteúdo percorre diferentes dimensões do conhecimento, abordando desde aspectos históricos, como referências às cartas de Pero Vaz de Caminha, até fundamentos científicos estabelecidos por pesquisadores como Dokuchaev e Jenny, considerados marcos na consolidação da ciência do solo. A obra também incorpora abordagens contemporâneas, como o uso de sensores próximos e remotos na análise ambiental.</p>
<p><strong>Obra com distribuição gratuita</strong></p>
<p>Disponibilizado gratuitamente em formato digital, o Elucidário atende a um público diversificado, que inclui estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, docentes e profissionais que atuam em áreas relacionadas ao meio ambiente, à gestão territorial e à tomada de decisão baseada em evidências científicas.</p>
<p>A iniciativa conta com o apoio da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, que destaca o caráter estratégico da obra para a democratização do conhecimento e para o fortalecimento da terminologia técnico-científica em língua portuguesa. A disponibilização gratuita reforça o compromisso com a difusão científica e com a ampliação do acesso à informação qualificada.</p>
<p>Segundo os organizadores, o trabalho não se encerra com a publicação. A proposta é que o Elucidário permaneça em constante atualização, incorporando contribuições de leitores e especialistas, de modo a acompanhar a evolução da ciência e suas interações com os desafios contemporâneos relacionados ao uso sustentável dos recursos naturais.</p>
<p><a href="https://www.sbcs.org.br/2026/01/23/elucidario-de-termos-e-expressoes-em-ciencia-do-solo-e-do-ambiente-obra-coordenada-pelo-prof-mauro-resende-um-ebook-com-mais-de-1000-paginas-uma-colaboracao-importante-para-a-ciencia-do-solo-e-are/">Acesse o Elucidário de Termos e Expressões em Ciências do Solo e do Ambiente</a> - disponível no site da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo</p>
<p> </p><p><img src="/images/noticias/2026/04_ABR/Elucidário-capa1.JPG" /></p><p>A sistematização de conceitos e a organização do conhecimento científico em linguagem acessível ganham um novo marco com a publicação do Elucidário de Termos e Expressões em Ciências do Solo e do Ambiente. A obra é coordenada pelo professor Mauro Resende, da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e pelo professor Nilton Curi, da Universidade Federal de Lavras (UFLA), reunindo mais de cinco décadas de reflexões, registros e contribuições no campo da Pedologia e áreas correlatas.</p>
<p>O trabalho tem origem nas anotações desenvolvidas por Mauro Resende desde a década de 1970, quando passou a registrar, de forma sistemática, suas observações sobre a relação entre solo, paisagem e ambiente. Ao longo de sua trajetória como docente e pesquisador, estruturou conceitos e esquematizações que articulam dimensões produtivas e conservacionistas, contribuindo para uma compreensão integrada dos sistemas naturais.</p>
<p>A partir de 2022, o professor Nilton Curi passou a atuar diretamente na organização do material, contribuindo para a sistematização dos conteúdos e sua transformação em um texto estruturado. Diante da extensão e da complexidade do acervo, foi constituída uma equipe multidisciplinar formada por doutores em Ciência do Solo, composta pelos próprios coordenadores e por professores e pesquisadores que são ou passaram pela UFLA: Aline Oliveira Silva, Adélia Aziz Alexandre Pozza, Anita Fernanda dos Santos Teixeira, Lucas Benedet, Mílson Evaldo Serafim, Renata Andrade Reis, Samara Martins Barbosa, Marcelo Mancini e Sérvulo Batista de Rezende (<em>in memoriam</em>).</p>
<p><img style="margin: 10px 10px 10px 0px; float: left;" src="/images/noticias/2026/04_ABR/nilton-curi.JPG" alt="nilton curi" width="239" height="361" />Ao longo de sua trajetória, o professor Nilton Curi consolidou-se como uma referência nacional na área de Ciência do Solo. Docente da 91 desde a década de 1970, onde atuou como professor titular, recebeu o título de professor emérito, mantendo-se como colaborador voluntário da Instituição. Sua atuação reúne décadas de contribuição ao ensino, à pesquisa e à formação de recursos humanos, com destaque para estudos em Pedologia e na interface entre solo e ambiente. O pesquisador também figura em rankings internacionais que reúnem cientistas mais influentes do mundo, evidenciando o impacto de sua produção científica.</p>
<p><strong>Trabalho colaborativo</strong></p>
<p>Na área da Pedologia, campo que investiga a formação, classificação e distribuição dos solos, o desenvolvimento conceitual ocupa papel central. Nesse contexto, o Elucidário se apresenta como uma ferramenta que busca não apenas definir termos, mas também ampliar a compreensão sobre a aplicação desses conceitos em uma perspectiva abrangente e interdisciplinar.</p>
<p>O processo de revisão envolveu mais de três anos de trabalho coletivo, com reuniões presenciais e remotas, além de atividades síncronas e assíncronas. O resultado é uma obra com mais de mil páginas, que reúne um amplo repertório de termos, expressões técnicas e definições consolidadas, refletindo a complexidade da ciência do solo e sua interface com as ciências ambientais.</p>
<p>Além da sistematização terminológica, o conteúdo percorre diferentes dimensões do conhecimento, abordando desde aspectos históricos, como referências às cartas de Pero Vaz de Caminha, até fundamentos científicos estabelecidos por pesquisadores como Dokuchaev e Jenny, considerados marcos na consolidação da ciência do solo. A obra também incorpora abordagens contemporâneas, como o uso de sensores próximos e remotos na análise ambiental.</p>
<p><strong>Obra com distribuição gratuita</strong></p>
<p>Disponibilizado gratuitamente em formato digital, o Elucidário atende a um público diversificado, que inclui estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, docentes e profissionais que atuam em áreas relacionadas ao meio ambiente, à gestão territorial e à tomada de decisão baseada em evidências científicas.</p>
<p>A iniciativa conta com o apoio da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, que destaca o caráter estratégico da obra para a democratização do conhecimento e para o fortalecimento da terminologia técnico-científica em língua portuguesa. A disponibilização gratuita reforça o compromisso com a difusão científica e com a ampliação do acesso à informação qualificada.</p>
<p>Segundo os organizadores, o trabalho não se encerra com a publicação. A proposta é que o Elucidário permaneça em constante atualização, incorporando contribuições de leitores e especialistas, de modo a acompanhar a evolução da ciência e suas interações com os desafios contemporâneos relacionados ao uso sustentável dos recursos naturais.</p>
<p><a href="https://www.sbcs.org.br/2026/01/23/elucidario-de-termos-e-expressoes-em-ciencia-do-solo-e-do-ambiente-obra-coordenada-pelo-prof-mauro-resende-um-ebook-com-mais-de-1000-paginas-uma-colaboracao-importante-para-a-ciencia-do-solo-e-are/">Acesse o Elucidário de Termos e Expressões em Ciências do Solo e do Ambiente</a> - disponível no site da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo</p>
<p> </p>Mata Atlântica em áreas urbanas têm maior crescimento e acúmulo de carbono, aponta estudo2026-04-22T16:17:27-03:002026-04-22T16:17:27-03:00/noticias/pesquisa/18450-mata-atlantica-em-areas-urbanas-tem-maior-crescimento-e-acumulo-de-carbono-aponta-estudoJanaine Maculan<p><img src="/images/noticias/2026/04_ABR/Captura_de_tela_2026-04-22_130300.png" /></p><p>Em meio ao crescimento acelerado das cidades, fragmentos da Mata Atlântica em áreas urbanas desempenham um papel importante. Um estudo da Universidade Federal de Lavras (UFLA) mostra que essas áreas crescem mais, incorporam mais carbono na estação chuvosa e acumulam mais biomassa ao longo do ano do que áreas fora do ambiente urbano.</p>
<p>A pesquisa analisou dois fragmentos da Mata Atlântica no estado do Rio de Janeiro: um localizado no Parque Nacional da Tijuca, em área urbana, e outro na divisa entre os municípios de Maricá e Saquarema, em região não urbana. O objetivo foi entender como o ambiente e as estações do ano influenciam o crescimento das plantas, especialmente em processos como a fotossíntese e o acúmulo de biomassa, fundamentais para o sequestro de carbono.</p>
<p>Confira a matéria completa no <a href="https://ciencia.ufla.br/reportagens/meio-ambiente/1119-mata-atlantica-em-areas-urbanas-tem-maior-crescimento-e-acumulo-de-carbono-aponta-estudo">Portal da Ciência Ufla.</a></p><p><img src="/images/noticias/2026/04_ABR/Captura_de_tela_2026-04-22_130300.png" /></p><p>Em meio ao crescimento acelerado das cidades, fragmentos da Mata Atlântica em áreas urbanas desempenham um papel importante. Um estudo da Universidade Federal de Lavras (UFLA) mostra que essas áreas crescem mais, incorporam mais carbono na estação chuvosa e acumulam mais biomassa ao longo do ano do que áreas fora do ambiente urbano.</p>
<p>A pesquisa analisou dois fragmentos da Mata Atlântica no estado do Rio de Janeiro: um localizado no Parque Nacional da Tijuca, em área urbana, e outro na divisa entre os municípios de Maricá e Saquarema, em região não urbana. O objetivo foi entender como o ambiente e as estações do ano influenciam o crescimento das plantas, especialmente em processos como a fotossíntese e o acúmulo de biomassa, fundamentais para o sequestro de carbono.</p>
<p>Confira a matéria completa no <a href="https://ciencia.ufla.br/reportagens/meio-ambiente/1119-mata-atlantica-em-areas-urbanas-tem-maior-crescimento-e-acumulo-de-carbono-aponta-estudo">Portal da Ciência Ufla.</a></p>